O ato final.
Agonia, sócia do inferno, inimiga do ser. Me domina o ser e estremece meu corpo contra minha própria vontade, tira todo o meu direito, meu livre arbítrio. Me deixa descontrolada, me cega e prende minha garganta de forma que eu não consiga respirar. Me parece que a morte é inevitável neste momento, não há outra saída. Me encontro em um estado de destruição interno e externo no qual não há mais cura, volta ou reabilitação. Seria apenas um fantasma atormentado se continuasse a vagar por este mundo. Nada faz sentido, e eu caminho para o abismo. Não posso voltar. Sinto pelos amores, pelos amigos, mas não foram suficientes. Eu não fui suficiente. Estou sendo brutalmente assassinada pelo mundo, estou caindo interminávelmente. Não há nada depois disto. Darei play na música do fim, a última música. O ato final.